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Já saiu Posta-Restante, o nosso segundo disco. Cada tema (e são treze) é endereçado a alguém, como se de uma carta se tratasse (daí o nome do disco). São cartas musicais dirigidas a pessoas que, ao longo do nosso trabalho, de uma forma ou outra, nos têm marcado: desde informantes anónimos até Giacometti ou Lopes-Graça. O disco tem um videoclip realizado por Tiago Pereira (vencedor do DocLisboa 2006 com o documentário "11 burros caem no estômago vazio") e é acompanhado por um texto do musicólogo Domingos Morais.
Para Encomendar: Para encomendar, basta enviar um e-mail para qualquer um destes contactos, indicando o seu nome completo, a morada onde deseja receber a encomenda e um número de telefone.
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Realização do videoclip: Tiago Pereira |
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No castelo de Chuchurumel [Edição esgotada]
Após dois anos de
trabalho, Chuchurumel edita o seu primeiro disco, no castelo de
Chuchurumel,
que apresenta temas da tradição popular portuguesa (nomeadamente do distrito
da Guarda) e composições originais. Alguns dos temas gravados no castelo de Chuchurumel
foram recolhidos por José Franco e publicados na revista “Altitude”, nos
inícios da década de 40 do século passado: Canção da Ceifa (Gonçalo,
Guarda); Aninhas (Sobral da Serra, Guarda); Cantilena de pedreiro (Barreira,
Mêda); outros remetem para universos sonoros marcantes (os bombos da festa
dos Montes, Trancoso), para a voz única de algumas informantes (Júlia
Fonseca e Maria Augusta Moleira) ou para relatos singulares (relato de Lúcia
Jorge a propósito dos trabalhos do linho). O disco inclui também uma canção
única: trata-se de “Se soenes crunhe penhar”, a única canção com letra
elaborada na gíria de Quadrazais (Sabugal). Trata-se de uma gíria usada
pelos antigos contrabandistas e que hoje está praticamente esquecida. Para além da questão estética, Chuchurumel teve preocupações de ordem ecológica ao optar por embalar o seu primeiro trabalho discográfico em bolsas de tecido, que são confeccionadas manualmente (!!!), fazendo do disco, para além de um objecto sonoro, um objecto de artesanato. Belíssimas costureiras confeccionaram para nós as bolsas que são peças únicas, porque irrepetíveis (muitas bolsas são feitas em desperdícios de tecidos com dezenas de anos!). Assim, decidimos usar apenas desperdícios de tecidos e não usámos papel nem plástico, podendo a ficha técnica ser consultada nesta página (quem quiser pode guardá-la no seu computador ou imprimi-la). |
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