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Outros espectáculos |
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Tapete Voador
já não se realiza, por se encontrar em fase de preparação o novo espectáculo
Posta Restante.
Após o
lançamento do primeiro disco “No Castelo de Chuchurumel”, ocorrido em
Junho, o grupo estreou um novo espectáculo: Tapete Voador.
A música tradicional portuguesa, ao passar pela peneira Chuchurumel,
deixa-se influenciar por elementos contemporâneos que nos tocam, tanto
quanto as nossas raízes musicais mais profundas. No
Tapete Voador,
cruza-se a tradição musical popular portuguesa com o processamento digital
do som, com programações e com a música electrónica. Voam todos juntos,
dando assim origem a um projecto musical ímpar no panorama da música
portuguesa. Pretende-se, portanto, recriar a música tradicional, lançando
mão a recursos e a estéticas que, à partida, pertencem a outros universos
musicais.
"Espectáculo de um dos projectos ligados à música tradicional com maior inventiva e qualidades de re-criação desse universo."
"O projecto de César Prata e Julieta Silva apresenta o Tapete Voador em Lisboa. Este projecto é um dos mais arrojados e curiosos concertos ao vivo surgidos pela mão de uma nova geração de músicos que habitam a música de raiz tradicional portuguesa. Inteligente, provocador, belo - O "Tapete Voador" desafia as convenções e recria (desta vez é mesmo verdade) um imaginário musical extraordinário. A não perder. " At-Tambur, Outubro de 2006
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Não se trata de tocar a música do Paleolítico (não chegaram até nós as suas melodias nem os seus ritmos). Mas se agarrarmos em paus de marmeleiro ou de castanheiro, se abanarmos uma cabaça com sementes no seu interior, se soprarmos para dentro de um corno, se alinharmos placas de xisto à nossa frente e batermos nelas com um pau, se esquecermos as cantigas de hoje e tentarmos ir ao encontro do canto primeiro, que música estaremos nós a fazer?
*Espectáculo
estreado no III Congresso de Arqueologia de Trás-os-Montes, Alto Douro e
Beira Interior, organizado pela ACDR de Freixo de Numão, o Parque
Arqueológico do Vale do Côa e o Centro Nacional de Arte Rupestre, a 19 de
maio de 2006. |
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♫ ouvir um excerto do espectáculo
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![]() fotografia César Prata |
"Requiem pelo Azul" de César Prata
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fotografia César Prata |
Concerto do Solstício de Inverno
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Canções de todo o ano De Janeiro a Dezembro, o ano é a medida de tempo em que cabem as canções. Cantar para trabalhar, cantar para aliviar a canseira do trabalho; cantar para exprimir uma profunda religiosidade; cantar para folgar. Um tempo que corria devagar, marcado pela luz do sol, pelos trabalhos agrícolas e pelas festividades religiosas e profanas. Para além das canções, há lendas, rezas, provérbios, textos, lengalengas. São privilegiados instrumentos que remetem para um tempo sem instrumentos (pedras, paus, apitos), mas a gaita-de-foles, o harmónio, a concertina, a harmónica, a braguesa, diversas percussões e a viola também não faltam. Espectáculo com que se estreou Chuchurumel, a 16 de Outubro de 2003 e que circulou até finais de 2004. ler + |
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fotografia Carlos Pereira |
“Entre a paz e a guerra” Concepção e interpretação: Julieta Silva | Concerto apresentado no II Festival Internacional de Acordeão de Torres Vedras ( 9 Novembro 2005) |
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Pó, apenas pó
Espectáculo inspirado nos rituais de morte das aldeias da Guarda, que integra também textos poéticos, música tradicional e uma banda sonora original. O trabalho resulta da ideia de contaminação entre o que é popular e o que é contemporâneo, correspondendo a um trabalho de pesquisa acerca do imaginário ligado à morte. Um grupo de criadores englobando um poeta e encenador (Américo Rodrigues), dois músicos (Julieta Silva e César Prata), uma escultora (Maria Lino) e dois actores (Eurico Louro Alves e Tiago Martins) decidiram criar um espectáculo que tivesse como ponto de partida o tema da morte, para poderem falar da vida. Produção: Associação Luzlinar |
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Cartaz de “Entristecer, ou o romance de Isabel, a Linda” | Grafismo Alexandre Gamelas |
Romances Castanheira viveu durante três dias as tradições ligadas ao romanceiro tradicional, com uma manifesta riqueza na região e que tem inspirado inúmeros projectos de recolha e divulgação. Ao longo dos séculos foram cantadas composições narrativas chamadas romances. Os romances eram histórias em verso, com origem e difusão ligadas aos cegos mendigos, que percorriam as terras cantando e vendendo folhetos. Estas canções eram depois adoptadas pela tradição oral de cada região, dando relevo a umas partes e omitindo outras, surgindo assim várias versões do mesmo romance. Os romances são documentos históricos tão importantes como qualquer outro, enquanto testemunho revelador do quotidiano das sociedades rurais, dos seus modos de produção, celebrações comunitárias, costumes e mitos. No entanto, ao contrário de outros documentos escritos e pintados, pedras e utensílios, a música tradicional de transmissão oral extingue-se com os seus intérpretes, sobrevivendo apenas na memória dos últimos executantes e desaparecendo por falta de transmissão. A 5.ª edição do Festival de Cultura Tradicional foi dedicada aos romances, pretendendo recordar estas historias em verso e evocar as memórias colectivas a elas associadas, contribuindo, assim, para a sobrevivência destes documentos históricos através daquilo que lhes é vital: a transmissão oral.
"Entristecer - O Romance de Isabel, a linda"
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Fotografias Arménio Bernardo
Chuchurumel em “Entristecer, ou o romance de Isabel, a Linda”
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Um cego acompanhado pela mulher, |
Canções do ceguinho por César Prata Os relatos do pitoresco "Canções do Ceguinho" é o nome de um espectáculo e também de um disco que evocam a memória de muitas histórias cantadas e tocadas na rua, em troco de alguma atenção e de uma esmola de sobrevivência. Histórias e ambientes agora recuperados num espectáculo de recolhas. César Prata lembrou-se de dar voz às “canções do ceguinho”, relembrando uma prática que quase caiu no esquecimento - embora haja ainda quem se lembre dos folhetos vendidos e cantados por cegos em mercados e romarias. Esses cegos, que se faziam acompanhar por uma concertina ou um bandolim, cantavam histórias de uma violência tão real que parecia inventada. Ao mesmo tempo vendiam folhetos que continham os versos e algumas ilustrações a condizer. Muitas vezes eram ajudados pela mulher ou por uma criança que estendia a mão à caridade. Outras vezes eram apenas acompanhados por um cão. Os folhetos inscrevem-se na tradição da literatura de cordel e são preciosos documentos sobre um quotidiano feito de violência: sangue, faca e alguidar. As canções, agora recriadas por César Prata, foram recolhidas por Américo Rodrigues junto de vários informantes de Aldeia do Bispo, Avelãs da Ribeira, Vela e Feital. Vem de muito longe a memória dos cegos papelistas que, por mercados, feiras e romarias, apregoavam casos estranhos, sucessos inauditos, virtudes hagiográficas e relatos noticiosos, às vezes prognósticos e adivinhações. Tirando partido do lugar de sapiência e justeza que ao cego se atribui, anunciavam matéria oscilante entre a mistificação e a informação, entre a crendice e o pitoresco informativo, entre os casos conhecidos e as tragédias de folhetim, por vezes ao som rouco do harmónio ou da rabeca. Em tempos mais recentes, até os sucessos musicais e os êxitos popularizados pela rádio e pela televisão davam matéria prima, de mistura com outras histórias, a estes bardos da era mediática, menos do lado da poética do espanto dos seus antecessores do que de uma lógica do reconhecimento com que interminavelmente replicavam os seus objectos. Os cegos papelistas do século XVIII vendiam as histórias impressas em folhetos de papel barato, com letra miúda de má qualidade, por vezes com umas quantas imagens a alimentar o fascínio das palavras que contavam histórias em versos de pé quebrado, pouco férteis nos mecanismos estruturais e votadas a fazer permanecer receitas testadas e de sucesso garantido. Os cegos cantores do século XX seguiam a mesma receita, com as letras das músicas e as fotografias das estrelas do momento à mistura. Uns e outros deram origem àquela quantidade imensa de objectos escritos que atestam a vitalidade da cultura pobre e que a cultura rica (o binómio é de Arnaldo Saraiva). São por isso raros os exemplares que testemunhem essa memória. E se os mais antigos ainda se encontram em bibliotecas especializadas, de acesso restrito, constituindo o corpus da literatura de cordel, os folhetos mais recentes foram certamente menos bafejados pela sorte. As letras das músicas ficaram perdidas na voragem do mundo do espectáculo, todos os anos novas e esquecidas logo depois. Uns e outros sem alcançarem a dignidade literária e sem se acolherem ao estatuto do autor para sobreviver na memória do sistema cultural. Quanto ao cego, papelista e cantor, não será demais dizer que o século XX assistiu (quase) indiferente às profundas mutações que a sua figura sofreu e que levaram ao seu inelutável desaparecimento. Resta-nos o seu lugar central no imaginário colectivo, onde a expressão artística e criadora tem sabido, hoje como no passado — lembrem-se as fantasias românticas sobre o papel do bardo na construção da identidade das nações —, reencontrar a personagem na sua mais autêntica presença, e assim tem permitido o nosso reencontro com as raízes da cultura e com as margens quase submersas do nosso imaginário. Não resisto a apontar como exemplar o Rio do ouro, de Paulo Rocha (1998), onde José Mário Branco canta o romance do filme com versos de Regina Guimarães, acompanhado pelo rapaz da rabeca. O encontro que neste espectáculo se concretiza abre também, à sua maneira, as portas de ingresso e de regresso a esse imaginário de coisas perdidas, de sucessos e crenças, de histórias cantadas e contadas pela voz funda e luminosa do cego. |
César Prata em |
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Capa do disco Ronda do Jarmelo
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Ronda do Jarmelo A "Ronda do Jarmelo" é um grupo com características inéditas e que toca instrumentos musicais originais, baseados em objectos ou ferramentas da região da antiga vila medieval de Jarmelo. O grupo estreou-se no dia 21 de Janeiro, no Auditório Municipal da Guarda. Trata-se de um agrupamento constituído no âmbito do Projecto Emergências, encetado pela Câmara Municipal da Guarda com o objectivo de fazer ressurgir grupos musicais nas aldeias. A "Ronda do Jarmelo" pertence à Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo e surgiu na sequência de uma recolha de perto de 50 canções populares realizada por Agostinho Silva, Isidro Almeida e César Prata. Entre os instrumentos que tocam contam-se o jarmelito - criado na tentativa de imitar sons como o "cantar" dos rodados dos carros de bois, a tesoura, a peneira com grãos de cereal, a bigorna de ferreiro (profissão tradicional e de raízes ancestrais na zona de Jarmelo), as pandeiretas e as garrafas. Com a direcção musical de César Prata, a "Ronda do Jarmelo" propõe-se recantar em grupo canções de outros tempos e partilhar um salutar espaço de convívio.
"Ronda do Jarmelo"
é
também o nome do primeiro CD do grupo, apresentado em Julho de 2004.
Trata-se de uma edição da Associação Cultural e Desportiva do Jarmelo, com a
direcção musical de César Prata, a gravação de Luís Andrade e o grafismo de
Agostinho Silva. |
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Capa do disco A morte do príncipe D. Afonso e outros romances tradicionais da Guarda | grafismo João Louro a partir de um desenho de Maria Lino |
A
morte do Príncipe D. Afonso e outros romances tradicionais da Guarda "A morte do príncipe D. Afonso e outros romances tradicionais da Guarda" é o título do novo disco de Teresa Aurora Gonçalves, dedicado ao romanceiro tradicional - reunindo várias histórias da tradição oral portuguesa, recolhidas por José Cruz.
Os Romances são, na sua origem, poemas épico-líricos cantados ao som de um instrumento musical e que se foram transmitindo por meio da tradição oral. Os romances antigos vêm da fragmentação dos Cantares de Gesta, ou seja, de epopeias medievais. Os episódios desses cantares eram reproduzidos pelos jograis e propagados pelos ouvintes que daqueles os aprendiam. A sessão de lançamento de "A morte do príncipe D. Afonso e outros romances tradicionais da Guarda" aconteceu no dia 14 de Março, na Guarda, no Paço da Cultura - tendo contado com a presença do professor José P. da Cruz, um especialista nesta área. Entre 1986 e 1989, José Cruz andou pelo distrito da Guarda e recolheu centenas de romances. Dessa vasta colecção foram seleccionados os treze que integram este trabalho. O disco assume-se como um trabalho propositadamente simples que procura realçar a voz de Teresa Gonçalves. É, também, uma proposta séria e cuidada do ponto de vista das transcrições e da dicção dos romances. Produzido por Américo Rodrigues, conta com as participações do próprio Américo Rodrigues, de César Prata, Julieta Silva, Luís Andrade, Marcos Cavaleiro, Ulrich Mitzlaff e Ana Marques, Palmira Marques e Ana Dinis Ferreira (três informantes escutadas por José P. da Cruz há dezoito anos). Para além dos romances o CD conta com um cuidado trabalho gráfico de João Louro, a partir de um desenho de Maria Lino, e com textos explicativos de José P. da Cruz. |
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Capa do disco Doze Sonetos | grafismo Alexandre Gamelas |
Sonetos de António José Osório de Pina Leitão
em
Livro e CD
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Outras actividades desenvolvidas
Neste espectáculo, César e Julieta são os músicos do Rei. Cantam e tocam com utensílios de cozinha. |
“ A vida atribulada de Insaciável III e último contada às criancinhas e explicada aos pais, para governo das famílias e exemplo das nações” Uma produção Aquilo Teatro
Teatro para
crianças
Texto e
Encenação:
Criação Colectiva de
Adelaide Pinto, Américo Rodrigues, César Prata, Daniela Daniel, Julieta
Silva, Maria Lino, Mauro Rodrigues e Tiago Lopes.
Sinopse: |
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